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Familiares e amigos se despedem do radialista Ricardo Lúcio

14/10/2019

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Familiares e amigos se despediram nessa segunda-feira (14) do narrador esportivo Ricardo Lúcio Ferreira, que morreu nessa madrugada aos 63 anos por complicações da diabetes. Ele estava internado desde sexta-feira no Complexo de Saúde São João de Deus após sofrer duas paradas cardíacas e uma terceira nessa madrugada. Um grande número de pessoas passou durante toda a tarde pelo velório do Parque da Serra para dar o último adeus ao "amigão da galera", como era carinhosamente chamado pelos colegas de rádio. O radialista foi enterrado às 17h e a emoção tomou conta que quem estava presente. "Foi ele que me levou pro rádio em 1982, disse chorando Cléber Faria, apresentador do Esporte Total da TV Candidés.

O também narrador Garcia Júnior homenageou o colega narrando um gol do Guarani, uma das suas paixões, arrancando aplausos de todos. "O Ricardo Lúcio foi um dos melhores locutores que eu já ouvi ao longo da nossa carreira, tanto minha quanto dele e dessa geração de locutores. Ele tinha uma voz clara e forte, narrava numa velocidade extraordinária sem errar os nomes dos jogadores. Era um locutor vibrante, levava o ouvinte à emoção e o mais belo que ele tinha era a voz potente e cristalina, contou.

A trajetória de Ricardo Lúcio no rádio começou em 1972 na rádio Cultura, hoje rádio Minas. "Ele estava narrando uma partida de times de pelada no bairro Porto Velho e um belo dia um funcionária da rádio Cultura viu e achou que ele tinha potencial e marcou para que ele fizesse um teste e agradou. O Batistão que comandava a equipe de esportes o convidou para fazer parte da equipe. Nessa época ele tinha 17 anos e estudava no Colégio Frei Orlando, ele escrevia as notícias do futebol numa folha de caderno, assistia à aula e depois descia correndo a rua Minas Gerais ia pra rádio que ficava na rua São Paulo para participar do programa. Depois ele começou efetivamente a narrar os jogos do futebol amador até que em 1976 o Guarani voltou para o profissionalismo e ele começou a correr atrás do Bugre", relembrou o advogado e amigo Constantino Barbosa.  

As qualidades citados por Garcia Júnior chamou a atenção da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, que o convidou para narrar a Copa do Mundo do México em 1986, no entanto, ele acabou recusando. "O Ricardo Lúcio tinha suas manias e não quis viajar pro México por que era temeroso em viajar de avião e acabou perdendo a oportunidade de transmitir uma Copa do Mundo", contou. "O Ricardo Lúcio era muito humilde, muito simples, honesto, direito, bom pai de família, bom filho, é uma grande perda pra nós da imprensa e pra cidade", finalizou.

Ricardo Lúcio também passou pelas rádios Divinópolis e Candidés e depois de amputar a perna direita em virtude da diabetes voltou a narrar na Liberdade de Carmo do Cajuru, que é dirigida por Luiz Militão. "Eu fiz de tudo para ele não ficar parado, mas devido à hemodiálise ele já estava ficando fraco e decidiu que era hora de largar o microfone", disse o comentarista que por muitos anos formou uma grande parceria com Ricardo Lúcio.  

Ricardo Lúcio talvez tenha sido um dos narradores que mais transmitiu jogos do Guarani e essa ligação o inspirou a escrever um livro sobre o time de coração (ele também torcia para o Vasco/RJ). "o Ricardo deixou o livro quase pronto com as histórias do Guarani. Agora, vamos juntar alguns amigos junto com a família para publicá-lo, revelou Constantino.  



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