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Saúde

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O fenômeno da terceirização e o desenvolvimento humano

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O termo terceirização significa ato ou efeito de terceirizar. O ser humano vem utilizando deste recurso para passar a outrem responsabilidades que deveria assumir. E o que resulta disso? Vamos lá...

Tenho percebido, na clínica e nos ambientes que frequento, o quanto a responsabilidade representa peso e causa até mesmo aversão. Por algum motivo, já há algum tempo, as pessoas se esquivam de assumir sua própria vida e com isso deixam de responder por suas ações.

Para explicitar melhor a ideia, imagine que você foi fechado no trânsito. Imaginou? Ok. Subitamente, você se vê tomado por uma raiva que contamina todo seu ser. De quem é a raiva? A resposta que vem imediatamente é: da pessoa que me fechou, motorista terrível, blá blá blá. Então, ele é o responsável pela sua raiva, certo? Errado! Pasmem, mas a raiva é sua! É de sua responsabilidade. Ocorreu uma situação que evocou, despertou uma raiva que já era sua. E quando essa raiva passará? Não caia na tentação de imaginar que será quando você fechar a pessoa de volta rsrsrs. A raiva passará somente quando assumir que ela é sua. É preciso suportar o bom e o mau que existe em si para que o seu desenvolvimento como ser humano continue acontecendo. Se a pessoa não se responsabiliza, tudo que acontece com ela acontece sem que seja visto, saboreado, reconhecido, apropriado, e sem isso o SER não se produz. A terceirização produz desumanização. Ela é nociva e produz seres que não se reconhecem, não se assumem, não são solidários, não conhecem a dor do outro porque são poupados de suas próprias dores e alegrias.

Você, que me lê agora, assume a responsabilidade por sua própria vida? O que estamos ensinando às crianças? Se uma criança magoa o colega é proposto a ela que peça desculpas e pronto. Não é bem assim. Esse não é o melhor caminho porque rapidamente quem feriu se livra da culpa – não assume a culpa - e quem foi ferido passa por cima da sua dor - não sente a dor, não a assume e nem sabe o que a repararia - e tem que ser generoso concedendo da boca para fora as desculpas. Como agir então? Precisa ser ensinado a quem feriu assumir a responsabilidade e suportar a culpa e a quem foi ferido reconhecer sua dor e a pedir que ela seja reparada. Assim, cada um assume o que é seu sem terceirizar o perdão ou a responsabilidade pelo caos interior. Assumir a responsabilidade pela sua própria vida pode ser assustador, mas quando se é o autor e ator da própria história, roteirista e protagonista se harmonizam, ensaiam juntos e reescrevem novos capítulos, essa história pode se tornar magnífica e o melhor de tudo é que só depende de você! Com isso nasce a simplicidade e a leveza porque agora você só carrega o que é seu. 

Renata Borges da Costa - Psicóloga

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Fonte: Renata Borges da Costa - Psicóloga