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Após vitória, Bolsonaro afirma que seu governo "trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros"

29/10/2018

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Após 73 dias de campanha eleitoral e dois turnos de eleição, os brasileiros escolheram Jair Bolsonaro como presidente do país. Com mais de 55% da preferência dos eleitores, o equivalente a mais de 57 milhões de votos, o capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad e vai governar o país pelos próximos quatro anos. O candidato do PSL assume o poder a partir de 1º de janeiro de 2019. Bolsonaro foi matematicamente eleito com 94,44% das seções apuradas, às 19h19.

Nas redes sociais, em sua primeira fala ao povo brasileiro após a confirmação da vitória, Bolsonaro afirmou que já era hora de "mudar o destino do país." Em outro trecho, disse que "sabia para onde estava indo" e que "agora sabemos para onde ir". Ao fim da transmissão de pouco mais de três minutos, o militar enfatizou que "missão não se escolhe nem se discute, se cumpre".

Em rede nacional, Bolsonaro fez um discurso em tom de conciliação e agradeceu às equipes médicas que o atenderam após ter sido esfaqueado em um ato de campanha. O militar disse que seu governo será “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”. Ressaltou ainda que a “liberdade é um princípio fundamental” e que sempre teve “convicção de que poderia mudar os rumos da nação brasileira”.

“É com essa mesma convicção que afirmo: oferecemos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera”.

Após reconhecer a derrota, Fernando Haddad (PT) discursou para militantes e disse que “é preciso respeitar a vontade da maioria que quer um outro projeto de Brasil”. Durante fala de pouco mais de nove minutos, o petista não fez nenhuma menção direta à Jair Bolsonaro, nem o parabenizou pela vitória.

Por meio das redes sociais e do WhatsApp, o militar manteve a mesma postura conservadora da campanha, defendeu o liberalismo econômico e voltou a falar contra a corrupção brasileira, uma de suas bandeiras mais fortes durante a disputa.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais, em 2002, 2006, 2010 e 2014, o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita. Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.


13 estados e DF elegem governadores para os próximos 4 anos


Estreante na política, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) foi eleito neste domingo (28) governador do Distrito Federal (DF). Ele derrotou o candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB). Enquanto Ibaneis alcançou 69,79% dos votos (1.042.574), Rollemberg atingiu 30,21% (451.329).

A senadora Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte com 57,60% dos votos (1.022.910). Ela disputava com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT), que ficou com 42,40% (753.035). A senadora será a única mulher a governar um estado brasileiro na próxima legislatura.

Romeu Zema Neto (Novo) foi eleito governador em Minas Gerais com 71,80% dos votos (6.963.806). O empresário derrotou o senador e ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), que teve 28,20% dos votos (2.734.452).Apesar de ter perdido no estado, Anastasia ainda permanece no Senado por mais quatro anos.

Em Santa Catarina, o governador eleito foi o Comandante Moisés (PSL). Essa foi a primeira disputa eleitoral dele. Moisés conseguiu 71,09% dos votos (2.644.179) e derrotou Gelson Merisio (PSD), que recebeu 28,91% dos votos. Merisio foi presidente da Assembleia Legislativa catarinense de 2010 a 2016.

Belivaldo Chagas (PSD) foi eleito governador de Sergipe com 64,72% (679.051). A disputa do 2º turno das eleições foi contra Valadares Filho, do PSB, que teve 35,28% dos votos (370.161). Belivaldo tem 58 anos e é natural de Simão Dias. Defensor público aposentado, ele exerceu o cargo de vice-governador do estado por dois mandatos.

Waldez Góes (PDT) continua como governador do Amapá por mais quatro anos. O candidato foi reeleito no segundo do turno com 52,35% da preferência do eleitorado. A disputa foi contra o candidato Capi (PSB), que teve 47,65% dos votos (174.540). Waldez vai assumir o quarto mandato como chefe do Executivo estadual.

Em primeira disputa eleitoral, Wilson Witzel (PSC) foi eleito governador do Rio de Janeiro. A disputa foi ganha em cima do ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (DEM). O resultado ficou 59,87% (4.675.355) a 40,13% (3.134.400). Witzel passou boa parte do primeiro turno com menos de 5% das intenções de voto, no entanto, se manteve a frente durante o segundo turno.

João Dória (PSDB) ganhou a disputa ao governo do estado de São Paulo contra Márcio França (PSB), que tentava a reeleição. Dória é ex-prefeito da capital paulista e agora vai assumir o Executivo estadual pelos próximos quatro anos. O resultado das urnas apontou Dória com 51,75% dos votos (10.990.350), e França com 48,25% (10.248.740).

Já no Mato Grosso do Sul, o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi reeleito neste domingo com 52,35% dos votos (677.310). Desde o primeiro turno que Azambuja assumia a liderança das intenções de voto. O adversário derrotado foi Juiz Odilon (PDT), que terminou a disputa com 47,65% dos votos (616.422).

Em Rondônia, o governador eleito foi o Coronel Marcos Rocha (PSL), com 66,34% dos votos (530.188). Segundo colocado na disputa do primeiro turno, ele superou os votos de Expedito Junior (PSDB), derrotado no segundo turno das eleições com 33,66% dos votos (269.032).

Wilson Lima (PSC) foi eleito o novo governador do Amazonas com 58,50% (1.033.950). Ele derrotou Amazonino Mendes (PDT), que tentava a reeleição e ficou com 41,50% dos votos (733.366). Wilson Lima, que é jornalista, saiu do PR e filiou-se ao PSC em março deste ano.

Eduardo Leite (PSDB) será o novo governador do Rio Grande do Sul. Ele foi eleito neste domingo após vencer José Ivo Sartori (MDB). Eduardo, que teve 53,62% dos votos (3.128.317), disse que vai ser merecedor da confiança dos que votaram nele. Sartori, que atingiu 46,38% dos votos (2.705.60), disse que “o povo gaúcho entendeu que a mudança precisava de renovação”, e que aceita a decisão do povo.

Já no Pará, Helder Barbalho derrotou Márcio Miranda (DEM) e se tornou o novo governador do estado. O resultado final foi 55,43% (2.068.319) a 44,57% (1.663.045) a favor de Helder.

O último estado a ter o vencedor estabelecido foi Roraima. Lá, o candidato do PSL, Antonio Denarium, foi eleito com 53,34% (136.612) dos votos. O segundo lugar ficou com José de Anchieta (PSDB), que teve 46,66% (119.489 ) dos votos.

Fonte: Agência do Rádio




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